Pedir uma vez resolve dois parágrafos.
Ao terceiro o modelo volta ao que aprendeu de quem o treinou. Quem escreve em português conhece isto bem: pede-se a norma de Portugal e ao fim de meia página estão lá os gerúndios outra vez.
Um assistente pessoal, por 28,90 €.
Dez conjuntos de instruções que põem a inteligência artificial a fazer o trabalho que se repete todas as semanas. Escreve, lê documentos densos, prepara reuniões, arruma a semana. A qualquer hora, todos os dias do ano, por uma fração do que custa contratar quem o faça.
Carregue no quadro para parar a correção.
Uma inteligência artificial faz o trabalho. O que ela não faz é lembrar-se de como o quer feito. Sem isso, cada conversa começa do zero e a pessoa passa a vida a repetir instruções.
Ao terceiro o modelo volta ao que aprendeu de quem o treinou. Quem escreve em português conhece isto bem: pede-se a norma de Portugal e ao fim de meia página estão lá os gerúndios outra vez.
Que cláusulas ver primeiro, o que assinalar, o que ignorar. De cada vez que pede, explica de novo, e o resultado sai um bocado diferente.
E faz quarenta horas por semana, tira férias e adoece. O trabalho que se repete não precisa de uma pessoa, precisa de estar escrito.
Uma Skill é o seu método escrito de uma vez, guardado num ficheiro, que entra sozinho sempre que faz falta.
Tira gerúndios, arruma os pronomes antes e depois do verbo, troca o vocabulário e corre a ortografia pelos cinco pontos. Traz uma tabela com mais de cento e cinquenta pares, incluindo os falsos amigos que enganam gente experiente: propina, rapariga, apelido, camisola.
"Corrige isto para português de Portugal"
Travessões, vocabulário de folheto, frases todas do mesmo comprimento, a regra de três e o fecho a resumir o que já foi dito. Conta os tiques em vez de os proibir, porque um passa despercebido e quatro no mesmo parágrafo denunciam.
"Este texto soa a IA, limpa-o"
Pagamento único.
Ficam suas para sempre.
Nenhuma delas é um assistente genérico. Cada uma tem um método por dentro, com o que fazer e o que nunca fazer.
Carta das Finanças, apólice, análises. Responde pela ordem da aflição: é bom ou mau, tenho de fazer alguma coisa, até quando.
As dez cláusulas que custam dinheiro, com a conta feita, e as perguntas prontas a enviar à outra parte.
Pesquisa o que está a resultar no tema antes de escrever. Dez moldes, adaptados a cada rede.
De uma nota de voz a uma publicação, na sua voz. Se não houver nada para dizer, faz perguntas em vez de encher.
Os temas e os dias que escolher. Devolve o que mudou e o que é barulho. Se não houve nada, diz isso.
Um aumento, uma cobrança. O que se pede, o que se aceita, e onde se levanta da mesa.
Estuda a empresa e a pessoa, e devolve cinco perguntas que o site deles não responderia.
Conta as horas que existem mesmo e diz o que não vai ser feito. É esse bloco que salva o plano.
A Anthropic avisa para desconfiar de Skills de terceiros, porque uma delas pode mandar o Claude executar código ou ir buscar coisas à internet. É um aviso certo e vale para estas. A resposta não é prometer, é abrir.
## Clíticos
O pronome vem depois do verbo, ligado por hífen.
| Brasil | Portugal |
|-----------------|-----------------------|
| me diga | diga-me |
| te ligo amanhã | ligo-te amanhã |
| se preocupe | preocupe-se |
Exceto quando há uma palavra que o puxa para a frente:
não, que, quem, já, ainda, nunca, só.
- "Não me diga" está certo, e "não diga-me" está errado.
- "Já lhe enviei" está certo.
## A armadilha do "facto"
Em Portugal, um facto é uma coisa verdadeira.
Um fato é uma peça de roupa.
Não é preciso perceber de programação. São três passos nas definições do Claude, e cada Skill leva cerca de trinta segundos a carregar. No Claude Code é uma ação só para as dez.
Nas definições, em Settings › Capabilities, ligar Code execution and file creation. Sem isto a secção das Skills nem aparece.
Nas definições, em Settings › Skills, carregue em Add e envie o .zip de cada Skill. Vão já feitos. Cerca de trinta segundos cada.
Escrever numa conversa nova: corrige isto, "estou fazendo o relatório". Se responder "estou a fazer", está pronto.
No claude.ai é uma de cada vez. A Anthropic não deixa enviar várias num só ficheiro. Por isso o guia sugere começar por duas e trazer as outras quando fizerem falta. No Claude Code copia-se a pasta e ficam as dez.
Precisa de um plano Pro, Max, Team ou Enterprise. Vale para os dois caminhos, tanto para o claude.ai como para o Claude Code.
No plano grátis há uma volta. Cola-se o texto da Skill no início da conversa, como instrução. Funciona bem. O que se perde é ela entrar sozinha.
Consegue durante dois ou três parágrafos. Depois a instrução dilui-se e ele regressa ao que aprendeu, que é sobretudo texto brasileiro. Uma Skill não se dilui: entra inteira sempre que faz falta, com a tabela de vocabulário e as regras dos pronomes lá dentro.
Não. Paga-se uma vez, descarrega-se e ficam suas. Não há renovação nem mensalidade.
Pode. Funcionam como estão, e a maior parte das pessoas nunca lhes toca. São ficheiros de texto normais: se um dia quiser acrescentar uma regra sua, abre e escreve. Ficam suas e ninguém lhas tira.
Não. Skills são um formato do Claude. Noutro assistente pode colar o texto como instrução, mas perde o principal, que é entrarem sozinhas.
Não. Escolha as que quiser e ao ritmo que quiser: as dez de uma vez, uma a uma, ou só as que lhe interessam. Cada uma funciona sozinha, e uma que não esteja a ser usada não pesa nada.
Não. Só entra a que corresponde ao que está a pedir. Duas trabalham juntas de propósito: a dos posts chama a dos ganchos e a de limpar o texto.
Há, e é um pacote separado com dez Skills escritas de raiz para inglês americano. Não são traduções: a da língua tira o britânico em vez do brasileiro, e a dos documentos fala de IRS e de deductible em vez de Finanças e de franquia.
Pagamento único.
Ficam suas para sempre.
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